PLANTAS DE CASA

Formas na versão do utilizador de observar e cuidar de plantas de interior.

Diversos assuntos serão abordados neste blogue destinado a todos os que gostam de plantas e que somente possuem uma pequena varanda ou o espaço interno da casa para as colocar.

De uma forma simples, irei revelando pequenas dicas e conselhos sobre como desfrutar melhor das mesmas pela auto experiencia e observação de resultados de outras pessoas que jamais compraram um livro de plantas ou de jardinagem.

Por todo este blogue é possivel tambem encontrar links direcionados a outras paginas de grande interesse sobre este assunto, visita-os para informações adicionais!...


EEem.

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12/09/09

DALIA

E eis outra das plantas da minha infância. Por todo o lado na província natal da minha mãe, era possível vê-las crescer ás portas de casa e nos jardins da aldeia. Também eram as flores que mais adornavam os altares da igreja da terra e as suas pétalas eram misturadas com as de rosas para atirar aos santos aquando da sua passagem nas procissões religiosas da terra.
Nunca as tivemos em casa, a minha mãe dizia que não se davam bem em vasos e que depressa apodreceriam. Tentei uma vez criar Dalias em vasos e assim foi, rapidamente se encheram de pragas e acabaram por morrer.
A Dália é efectivamente uma planta de grandes espaços, no entanto, com a enorme variedade de híbridos que actualmente existem, seguramente que as coisas já não se processaram assim e deve existir variedades criadas efectivamente para crescerem em vasos.

Dália
Nome científico: dahlia *** (depende da variante)
Também conhecida por: dália de jardim
Semear: Janeiro a Maio
Profundidade: 15 cm
Floresce: Junho a Outubro
Altura: 120 cm (depende da espécie)
Luz: Prefere o sol pleno
Regas: Carece de regas regulares
Temperatura: Tolera o frio, mas não ventos
Ciclo: Anual
Originária: México e África do Sul
Significado: "tens bom gosto"
(Significado por cores) Amarela:"União reciproca"; Matizada: "Olhar enganador"; Rosada: "Delicadeza"; Roxa: "Tem piedade de mim"; Vermelha: "Os teus olhos queimam" In. GREENAWAY, Kate: A Linguagem das flores, Círculo de Luitores, 1977

Existem diversas variantes que lhe atribuem diferentes formas: simples, dobradas, semi dobradas, em formato de estrelas, esféricas, lembrando pompons, crespas ou retorcidas, curtas ou alongadas, espessas ou delicadas, grandes como a cabeça de um homem e pequenas como um ovo de galinha, etc...
Multiplica-se por semente, estaquia e a forma mais segura, por divisão de raízes.
Ao retirar as raízes da terra deve-se deixá-las penduradas de cabeça para baixo, pois o caule ainda tem armazenada alguma água que precisa de ser drenada. Também se deve catalogá-la quando se vai guardar para saber que cor possui.

São flores sedentas, por isso verificar os níveis de água e retirar as folhas desnecessárias para reduzir a transpiração e consequente desidratação da planta.
O seu nome deriva do botânico que as propagou no norte da Europa, Anders Dahl
Originalmente, as suas raízes serviam de alimento aos astecas que apreciavam o seu ligeiro sabor amargo, mas agradável, das suas cocoxochitl como lhe chamavam.

As flores secas devem ser retiradas para que outras flores tomem o seu lugar.
Pode ser usada como flores de corte para colorir e enfeitar a casa, no entanto não são boas para jarros largos pois devido ao seu grande peso, as flores tendem a cair e o efeito estético pode não ser o melhor. Jarras estreitas e altas são o mais indicado. Também são agradáveis em pequenos bouquets de duas ou três flores para mesas pequenas ou apontamentos de cor viva.

Não são difíceis de criar, de uma forma básica e desde que tenham espaço para crescer, essencial nas variedades de maior porte, agua em quantidade, uma dose de adubo semanal quando estão floridas, terra de boa drenagem (gostam de agua mas não de estar alagadas) e bastante sol mas não demasiado quente, tudo correrá bem e o ciclo completar-se-á.
No entanto, os profissionais das estufas de flores de corte que comercializam as suas flores, possuem truques valiosos para as fazerem dar melhores flores.

As flores por vezes necessitam de ser tutoradas devido ao seu tamanho e peso.
Depois da floração a planta irá a pouco e pouco definhando e a agua deve ser gradualmente reduzida ate desaparecer por completo. Os tubérculos (raízes), devem ser desenterrados e guardados em lugar seco e fresco até á próxima plantação.
É nesta altura que se podem dividir os rizomas e posteriormente criar novas plantas.
Caso deixe os tubérculos enterrados no jardim ou floreiras, certifique-se de que se mantém secos e protegidos de geadas fortes.

Truques
When planting dahlia bulbs, break apart the roots without loosing any of the eyes on the bulb that produce the plant. Put dahlia bulbs in the ground, or in a pot, right away to prevent them from drying out with tips from a sustainable gardener in this free video gardening.

Expert: Yolanda Vanveen
Contact: www.vanveenbulbs.com
Bio: Yolanda Vanveen is a third-generation flower grower and sustainable gardener who lives in Kalama, Wash. She is the owner of VanveenBulbs.com.
Filmmaker: Daron Stetner



One of the first things to do to ensure proper growth.


Mais videos sobre Dalias no Youtube

11/09/09

OXALIS

Trevo
Oxálide (ou Trevo)
Transplante: Geralmente em Março
Desponta: Abril a Maio
Floresce: Depende da espécie mas mais intenso de Junho a Agosto
Sementeira: Semear em aglomerado
Altura: 30 cm max.
Luz: Prefere o sol e semi-sombra
Originária: América do Norte, México.
Terra: Prefere terra normal e não calcária
Significado: "Sê minha"
In. GREENAWAY, Kate: A Linguagem das flores, Círculo de Luitores, 1977


Existem inúmeras variedades de trevos, com flores de varias cores e formatos, existem inclusive com flores dobradas que se parecem com pequenas rosas. Uns mais selvagens do que outros mas todos de uma delicadeza ímpar.

Existem também vários tipos de folhagem, com marcações distintas e colorações exóticas, tons de roxo, por exemplo.
O mais conhecido em Portugal é o trevo amarelo, conhecido pelo nome popular de Azedas. Cresce nos campos baldios e dá belos cachos de flores amarelas. Existe também no campo uma outra variedade, mais pequena e discreta de flor branca, estes encontram-se mais em campos de pastagens.

O trevo mais popular é sem duvida o trevo de quatro folhas pela sua simbologia de sorte. Pode ser comprado em inúmeras lojas de especialidade e também em floristas.
Outras variedades de trevo simples, de flor rosa, adornam por vezes as nossas casas e varandas.

Multiplica-se por bolbos, separando os tubérculos laterais da planta ao mudá-la de vaso.
No Inverno apenas deixar secar até morrer, altura em que fica dormente, guardar à sombra e suspender as regas; quando os dias voltarem a ficar longos e soalheiros, trazer novamente para o sol e voltar a regar, rapidamente as pequenas e frágeis folhas aparecerão e posteriormente as belas flores.
Pode-se secar as folhas do trevo da sorte (o de quatro folhas) pressionando o trevo entre folhas de papel dentro de um livro e deixando ficar ou com um ferro de engomar "passar" o trevo entre folhas de papel vegetal.


Variedades

Trevo de Quatro Folhas

Nome científico: Oxalis deppei ou O. tetraphylla speciosa

Diz a lenda, que a raridade de um trevo-de-quatro-folhas o transformou em um poderoso amuleto. Os antigos magos druidas, que habitavam a Inglaterra por volta do ano 300 a.C., acreditavam que quem possuísse um desses trevos poderia absorver os poderes da floresta e a sorte dos deuses - com isso, também adquiria o dom da Prosperidade. Ainda segundo a lenda, para que se tenha sorte com o trevo-de-quatro-folhas, é preciso ganhá-lo de presente e depois presentear três pessoas.

O trevo de 4 Folhas é o símbolo mais tradicional de boa sorte. Quando se ganha um trevo de quatro folhas, diz a tradição, a pessoa recebe votos de prosperidade, saúde e fortuna. Ainda segundo as tradições, a cada trevo que se colhe, brotam seis novos, multiplicando a sorte para todos.

Existem muitas curiosidades a respeito desta planta. Uma delas descreve que cada folha do trevo tem um significado: ESPERANÇA - FÉ - AMOR - SORTE. O número de folhas - quatro - representa um ciclo completo, como as 4 estações, as 4 fases da lua ou os 4 elementos da natureza: Ar, Fogo, Terra e Água.

Podemos fazer um belo amuleto com o trevo-de-quatro-folhas: basta colher a folha, cortar bem rente à haste e colocar dentro de um livro grosso para secar bem retinha. Depois é só plastificar ou colocar num saquinho plástico e carregar dentro da carteira ou da bolsa.
Diz-se que somente dá sorte se for naturalmente encontrado na mata ou campo, ou se for oferecido por alguém. Deve nestes casos ser posteriormente conservado como atrás se descreveu, guardando-o e nunca o mostrando a ninguém.

Azeda - Oxalis pes-caprae

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Oxalidales
Família: Oxalidaceae
Género: Oxalis
Espécie: O. pes-caprae

Nome binomial
Oxalis pes-caprae L.

A Oxalis pes-caprae, vulgarmente conhecida por erva-canária, erva-azeda-amarela, trevo azedo, erva mijona é uma planta da família Oxalidaceae oriunda da África do Sul e subespontânea na região mediterrânica e Europa Ocidental. Pode ser encontrada em terrenos cultivados e incultos, florindo de Janeiro a Abril.

ZINIA

Zínia
A primeira vez que me deparei com estas flores foi durante as ferias escolares na província de nascimento da minha mãe.

A minha avó semeava-as juntamente com outras flores, por entre as couves e demais legumes... Sempre as achei horríveis e ainda hoje, por muito que me esforce por lhes achar piada, não o consigo.

São criadas anualmente por semente e dão flores de tamanho considerável, de muitas cores (como as imagens mostram) e de vários formatos pois existem dobradas e singelas, existem também umas que parecem mais depenadas de pétalas, outras em que as pétalas viram para baixo, etc... A cor das pétalas é diferente em cima e em baixo da mesma e nunca eram brilhantes, antes pelo contrario, o que lhes dá um aspecto desagradavelmente mate. Acho que era a cor baça das mesmas, apesar de intensa, que me desagradava nestas flores.
Acho que não eram possuidores de cheiro agradável mas também não me recordo se tinham mau cheiro.
Algumas flores fazem lembrar as flores da Dália mas de muito má comparação e qualidade.

Odiava quando a minha avó as colhia e as colocava numa jarra dentro de casa, ainda por cima porque elas duravam imenso.
Sem saber muito bem porque nunca simpatizei com estas flores, nunca me interessei por elas e em boa verdade não sei como se comportam ou se tratam, no entanto descobri na net estas informações que copiei para aqui, pois lá porque eu não gosto delas não quer dizer que os outros se privem delas. A minha avó achava-as lindas e todos os anos religiosamente lhes colhia as sementes e as semeava entre os legumes. Provavelmente deveriam ter para ela mais alguma utilidade que meramente decorativas.


. Nome científico: Zínnia Elegans
. Tipo: Planta anual
. Semear: Semear directamente em linha 20-30 cm de distância entre Março a Junho
. Transplante: Abril a Julho
. Floresce: Junho a Novembro
. Germina: entre 20-30 dias
. Altura: 90 cm
. Luz: Prefere o sol pleno; 20ºC
. Regas: Regar regularmente a cada 2-3 dias

. Multiplica-se por semente
. Não aguenta geadas
. Ideal para maciços e bordaduras de jardins, flor de corte
. Ao transplantar ter cuidado com as raízes, pois é uma planta sensível a esta operação

. Cortar as flores da zínia para prolongar floração
. Para obter maior tamanho, cortar os rebentos laterais
. Amarrar com arame ajuda a corrigir a sua forma


Fonte: http://maosaterra.blogspot.com/search/label/Z%C3%ADnnia

BRINCOS DE PRINCESA


Brincos de Princesa
Outra das plantas da minha infância e quem possuía um pedaço de terra ou varanda aberta, geralmente possuía uma planta destas.
Geralmente não havia muitas variedades e a flor clássica de pétalas roxas era a mais vulgar.
Penduradas nas grades das varandas de ferro, mostravam as suas flores a quem passava na rua ou eram penduradas ao lado das sardinheiras para encher paredes com cor.

Não é uma planta fácil de se transplantar mas uma vez pegada, ela crescerá rapidamente e encher-se-á de flores, belas flores que se parecem com bailarinas das caixas de musica clássica onde se guardavam antigamente as jóias.

Nome científico: Fuchsia hybrida; Fuchsia magellanica
Também conhecida por: Fuchsia, Brinco-de-princesa, Fúcsia, Agrado, Lágrima, Fadas
Família: Onagraceae
Floresce: Primavera
Altura: 60 cm. a 150 cm. max. podendo ser erecta ou de cair
Originária: América do Sul
Prefere: Meia sombra ou preferencialmente luz difusa, mas bem iluminada
Aprecia: Frio e boa drenagem
Não tolera: Temperaturas inferiores a 7ºC
Ciclo:Perene
Regar parcimoniosamente; no verão moderadamente e pulverizar com água com alguma frequência
Multiplica-se por: Sementes ou estaquia de ramos frescos e quando não está em flor (de Março a Maio)
Replantar ou renovar a terra em volta a cada dois anos com mais matéria orgânica (mais metade)

Adubar de Abril a Setembro
Podar levemente em Fevereiro para estimular a floração na Primavera. Pode utilizar os ramos da poda para tentar obter novas plantas em interior ou estufa.
Utilizar pó de hormonas (á venda nas lojas) na estaca a plantar, pode ajudar bastante no enraizamento.

É essencialmente uma planta de exterior mas é possível manter os Brincos de Princesa em casa. Gosta de terrenos adubados e relativamente leves onde se instalará durante anos e crescerá continuamente.
É possível manter esta planta ao sol mas precisará de muito mais agua e não brilhará como se estivesse á meia-sombra, onde cresce mais mimosa e romântica.
Gosta de agua (mas não muito calcaria) e de ser adubada, especialmente quando está a crescer.

Quando mais velha, por vezes as plantas erectas ficam um pouco despidas no tronco de folhagem. Podem por esse motivo serem podadas para ganharem forma de árvore pequenina ou serem misturadas com pequenos arbustos que lhes cubram os troncos nus.
Algumas variedades prestam-se a pequenas trepadeiras quando assim guiadas e ficam amorosos os brincos de princesa de cor mais intensa quando misturados com roseiras antigas da variedade "Santa Teresinha" utilizadas para cobrir parcialmente paredes de casa...
Também podem ser plantadas junto a trocos de árvores antigas e direccionadas para crescerem agarradas ao mesmo com fios e tutores, ao fim de alguns anos, mesmo que o troco esteja despido, os primeiros ramos estariam cobertos de flores e o efeito visual será estonteante. Terá no entanto de ter o cuidado de a adubar convenientemente nestas condições.

Ideal para: Interiores; dependendo do facto de serem variedades pendentes ou erectas são indicadas para vasos e floreiras suspensas ou vasos e canteiros
Possui muitas formas e variadas cores, algumas verdadeiramente espantosas. Há quem as coleccione e tenha verdadeiros jardins de exotismo e cor.
Significado: "Fragilidade"; Fúchsia escarlate "Amor confidencial"
In. GREENAWAY, Kate: A Linguagem das flores, Círculo de Leitores, 1977

Independentemente de ser trepadeira, arbustiva ou de cair, os brincos de princesa mudam muito de aspecto com o seu crescimento e envelhecimento. Passam de uma planta aparentemente frágil para algo mais robusto e se devidamente tratada e podada poderá durar uma vida.
Ainda hoje quando vou a casa da minha avó, vejo o brinco de princesa que ela mantém a adornar a sua janela da frente e que conheço desde que era criança...

"O nome "Fuchsia" homenageia Leonhard Fuchs (1501-1566), um botânico alemão que organizou um guia excepcional de plantas medicinais e cujas xilogravuras científicas são consideradas das mais bonitas e rigorosas da época." In Dias com árvores
As flores dizem-se comestíveis, eu desconheço tal facto. as flores por vezes produzem frutos que se parecem com cerejas, tentadoras, mas sempre escutei dizer para não as meter na boca que eram venenosas.
Atraem abelhas e beija-flores (um pássaro minúsculo)
Atrai como pragas os pulgões, as cochonilhas e ácaros que se instalam nas plantas mais velhas na casca rugosa, sendo muito difíceis de retirar.